terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sem biquíni no paraíso



È difícil imaginar uma praia paradisíaca que não seja de nudismo que as pessoas não vistam maiô, sunga ou biquíni. Você acredita que usar roupas de banho, fumar cigarro, consumir bebidas alcoólicas e freqüentar bailes é proíbido? Em Ilha Grande, litoral do Rio de Janeiro, na praia de Provetá, é assim. Isso porque mais da metade da população é composta por evangélicos.

O lazer desses moradores se resume somente aos cultos evangélicos, nada de sentar em um barzinho. Mas os habitantes mais jovens querem mudar essa história, tem até uma menina que sonha seguir carreira de modelo. Segundo uma pesquisa feita pela revista Época, a praia é a segunda mais populosa da ilha, com 3.000 moradores. Essa é uma tradição que é passada há mais de 70 anos de pai para filho.

Apesar das águas claras, areia grossa e amarelada, mar ligeiramente batido. Provetá é uma praia bonita, porém sem atividade turística fixa. Muitos visitantes deixam de ir à praia de Provetá, pelo banho de mar só ser permitido de roupa, e o único bar que funciona no local ser vigiado pela comunidade evangélica. A economia da comunidade é baseada na pesca embarcada e no comércio local crescente além da ajuda do Pastor Eliseu Benedito Martins.

No início Provetá era uma comunidade católica, mas com a chegada de um casal que morava no continente, a população passou a ser evangélica. Assim que começou a evangelização, os cultos eram feitos nas casas dos pescadores.

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